Governo dos Açores estabelece novo limite máximo de captura de goraz por embarcação

 

O Governo Regional, após ouvir os parceiros do setor, decidiu aumentar o limite máximo de capturas de goraz permitidas por embarcação para 3% da quota global atribuída aos Açores para esta espécie.

Segundo um despacho publicado hoje em Jornal Oficial, que entra em vigor terça-feira, 5 de dezembro, as embarcações açorianas passam a poder capturar, até ao final do ano, até um limite máximo de 16 toneladas de goraz.

Até agora, cada embarcação de pesca regional tinha como limite de captura 2% da quota total desta espécie para os Açores.

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou que esta medida tem em vista “o aproveitamento integral” das quotas de pesca de goraz disponíveis para 2017, considerando “a quota de que a Região ainda dispõe até ao final de dezembro”.

Gui Menezes salientou que os pescadores açorianos “vão poder, até ao final do ano, pescar mais goraz”, recordando que, nesta altura do ano, “esta espécie atinge valores mais elevados na primeira venda, sobretudo devido ao mercado espanhol”.

O titular da pasta das Pescas destacou ainda a “gestão racional” desta quota levada a cabo pelos pescadores açorianos, acrescentando que lhes irá permitir “obter agora mais rendimentos”.

Em 2018, cada embarcação de pesca regional continua a ter como limite de captura 2% da quota global atribuída aos Açores para esta espécie.

Os Açores tinham disponíveis para este ano 507 toneladas de quota de goraz, sendo que passaram a dispor de mais 34 toneladas devido a um acerto no consumo da quota para esta espécie não utilizada por Portugal em 2016, ficando, no total, com 541 toneladas.

O Governo dos Açores fixou, no início do ano, uma repartição da quota de goraz, para 2017 e 2018, por cada ilha, respeitando o historial de cada uma e das respetivas embarcações, por forma a garantir uma repartição justa e equitativa da quota destinada à Região.

Posteriormente, por acordo entre a administração regional e os parceiros do setor, a quota fixada para cada uma das ilhas do arquipélago foi repartida pelas embarcações de cada ilha, por forma a adotar medidas mais rigorosas de gestão.

Foto: José Sousa

Fonte: GaCS

 
 
 

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