Cientistas britânicos descobriram telúrio em monte submerso a 500 Km das Canárias

 

Um grupo de cientistas do Centro Oceanográfico Nacional do Reino Unido descobriu um depósito de telúrio submerso num monte marinho conhecido por Montanha dos Trópicos, a 500 quilómetros das Ilhas Canárias, com uma concentração do metal 50 mil vezes à que se encontra em terra, revelou recentemente a BBC.

O monte tem cerca de 3 mil metros de altura e, de acordo com um dos cientistas da expedição, as 2.670 toneladas de telúrio que se deverão encontrar no local representam 1/12 do total deste metal existente no mundo. O telúrio é usado em modelos modernos de painéis solares e a quantidade agora identificada daria para satisfazer cerca de 65% do consumo britânico de electricidade, estima um dos cientistas da expedição.

De acordo com os cientistas envolvidos na expedição, esta descoberta relança o debate sobre a mineração no mar profundo, que ainda é incipiente em todo o mundo e é controversa devido ao impacto que pode ter no meio marinho se for desenvolvida em larga escala.

Neste caso, por exemplo, está em causa a exploração de um minério com aplicação útil numa energia renovável, como a solar. De acordo com declarações de Bram Murton, chefe da expedição, à BBC, “se precisamos de fontes de energia verde, precisamos das matérias-primas para construir os dispositivos que a produzem, pelo que tais matérias-primas têm que vir de algum lado”.

“Ou escavamos nalgum buraco em terra e fazemos um buraco considerável ou o fazemos no fundo marinho e fazemos um buraco consideravelmente menor”, referiu o cientista, admitindo que “isto é um dilema para a sociedade, pois nada vem sem um custo”. O que leva os cientistas a ponderarem os riscos de fazerem a mineração em terra ou no mar.

No trabalho da BBC, refere-se que, com frequência, a mineração terrestre requer a remoção de florestas, rochas e aldeias, bem como a construção de linhas férreas ou estradas, e por vezes para extrair minério com baixo teor de concentração. Já a mineração no fundo marinho permite extrair minério mais rico a partir de áreas menores e sem impacto directo nas pessoas, embora com o sacrifício de vida marinha em áreas mais vastas devido à intervenção de maquinaria.

Fonte: Jornal da Economia do Mar

 
 
 

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